- Atualizada em 20/03/2017 15:03

Aberta mostra sobre 10 anos da Lei Maria da Penha

Números da violência contra a mulher, fotos e notícias compõem a exposição na Câmara.

Abertura da Exposição 10 Anos da Lei Maria da Penha.
Comandante Nádia (c) propôs a realização da mostra (Foto: Josiele Silva/CMPA)

A Câmara Municipal de Porto Alegre inaugurou, na tarde desta segunda-feira (20/3), a exposição Amor Não Combina Com Dor, assinalando os 10 anos da Lei Maria da Penha, que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher. A mostra, proposta pela vereadora Comandante Nádia (PMDB), pode ser visitada até o dia 31 de março, de segundas a sextas-feiras, na Galeria Clébio Sória, no térreo da Casa.

Banners com fotos, manchetes de jornais e números sobre a violência contra a mulher compõem a exposição, que faz um balanço da Lei Maria da Penha. São apresentados também dados da Patrulha Maria da Penha, criada e implementada no Rio Grande do Sul em 2012 pela hoje vereadora. “Precisamos falar sobre os crimes, sobre a violência física e psicológica e as tantas outras agressões cometidas contra a mulher, mas também precisamos falar sobre as conquistas”, pois há muitas mulheres que “conseguiram ver que existe vida depois da violência”, relatou Comandante Nádia. 

Com o objetivo de estimular a denúncia das vítimas, parentes e amigos e diminuir a violência contra as mulheres, a Patrulha consolidou-se e está sendo levada para outros estados, dentro do Plano Nacional de Segurança, como um modelo de proteção à mulher. Conforme Nádia, enquanto houver crimes motivados pelo preconceito de gênero, o Dia Internacional da Mulher e o mês de março devem ser um período de alerta e de debates. “Espero que esta exposição choque e faça com que as pessoas mudem o pensamento sobre a mulher porque nós merecemos respeito, igualdade e dignidade”, reiterou a vereadora.

Falando em nome da Presidência da Câmara, Valter Nagelstein (PMDB) disse que a violência contra mulheres e crianças é inominável e que a sociedade não pode mais aceitar esses casos. “Já avançamos com a criação de leis e buscando punir os agressores, mas essas ações ainda não são tão eficazes quanto gostaríamos.” Para o vereador, o primeiro passo é reconhecer que o problema existe para começar a evoluir. “Cabe a nós, como parlamentares, chamar a atenção para essa ferida que continua aberta na sociedade brasileira”, ressaltou.

Também participaram da abertura os vereadores Adeli Sell (PT), Felipe Camozzato (NOVO), Matheus Ayres (PP) e Mendes Ribeiro (PMDB). A exposição, que também tem apoio da Seção de Memorial, está aberta à visitação das 8 às 18 horas no térreo da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255). Informações: (51) 3220-4318.

Texto: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481) *
           Cleunice Maria Schlee (estagiária de Jornalismo)
           Edição: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)
 * Com informações de Ana Cristina Rosa (gabinete da vereadora Comandante Nádia)